Sala e área de serviço

Mesa de jantar, bancada ou mesa dobrável?

Pense na última semana. Quantas refeições você fez sentado a uma mesa? Quantas no sofá, em pé na pia ou na frente do computador? A resposta honesta diz mais sobre a mesa que você precisa do que qualquer catálogo. Em espaço pequeno, mesa de jantar é o móvel que mais costuma ser comprado grande demais e usado de menos.

Primeiro, descubra para que a mesa vai servir

Uma mesa em casa pequena raramente tem uma função só. Faça uma lista rápida do que você realmente faz sobre uma superfície:

  • Comer todo dia, sozinho ou acompanhado.
  • Trabalhar ou estudar com notebook.
  • Passar roupa, dobrar roupa, montar projeto.
  • Receber amigos ou família de vez em quando.
  • Apoiar compras e coisas do dia a dia.

Se a mesa vai ser também escritório, ela precisa ficar disposta o tempo todo e com altura confortável. Se é só para as refeições e para visitas, ela pode sumir de vista no resto do tempo. Essa diferença decide qual dos três formatos faz sentido.

Mesa fixa: a opção que dá mais conforto

A mesa tradicional, de quatro lugares ou menos, fica sempre montada. É a melhor para quem come em casa quase todo dia e para quem trabalha na mesma superfície. Não balança, não precisa ser aberta nem fechada, e aguenta peso.

O preço dessa comodidade é o espaço. Ela ocupa a área da mesa mais a de quem senta e puxa a cadeira. Antes de comprar, marque o retângulo no chão com fita e coloque uma cadeira de verdade ali, afastada como se você estivesse sentado. Se alguém consegue passar atrás sem pedir licença, o tamanho serve. Se não, o ambiente vai ficar sempre apertado.

Mesas redondas ou com cantos arredondados ajudam em passagens estreitas, porque não têm quina para bater. Mesas de tampo fino e pés finos pesam menos visualmente.

Bancada: ótima se a cozinha e a sala são juntas

A bancada, com banquetas, aproveita uma parede ou o limite entre cozinha e sala. Em apartamento com cozinha americana, ela vira mesa sem ocupar o meio da sala. Serve bem para o café da manhã, para uma refeição rápida e para o notebook por algumas horas.

Os cuidados são outros:

  • Conforto: banqueta sem encosto cansa em refeição longa. Se você demora à mesa, pense em banquetas com encosto baixo.
  • Altura: banqueta e bancada precisam combinar. Meça a altura da bancada e teste sentando antes de comprar o conjunto.
  • Visita: uma bancada comporta menos gente e deixa todo mundo lado a lado, olhando para a parede. Fica ótima para dois, ruim para um jantar com a turma.
  • Casa alugada: se a bancada exige fixar na parede ou no piso, converse com o proprietário. Uma bancada solta, que se apoia no chão, é a saída mais simples para quem não pode furar nada.

Mesa dobrável ou de abrir: a que some quando você quer

Aqui entram a mesa de abas, a mesa dobrável de parede, a de abrir e a que estende. A ideia é ter superfície quando precisa e espaço quando não precisa. Funciona muito bem em quitinete, sala estreita e para quem vive de visitas ocasionais.

O que olhar:

  • Firmeza: abra e feche ela na loja, se puder. Mesa dobrável que balança quando você apoia o cotovelo vira dor de cabeça.
  • Mecanismo: quanto mais dobradiça e trava, mais pontos podem falhar. Prefira poucos movimentos e peças que parecem robustas.
  • Hábito: se você sabe que vai preguiçar de abrir e fechar toda hora, a mesa fica aberta e o espaço que você economizou não vem. Seja sincero com a sua rotina.
  • Local de guardar: a mesa de abas encostada na parede é prática. A mesa de parede exige furar e fixar, e isso depende do imóvel.

Comparando de forma simples

Situação Melhor escolha
Mora sozinho, come fora a maior parte do tempo Dobrável ou bancada pequena
Casal que cozinha em casa todo dia Mesa fixa pequena ou bancada com boas banquetas
Trabalha em casa na mesma superfície Mesa fixa, firme, na altura certa
Sala e cozinha integradas Bancada solta ou mesa fixa encostada na parede
Recebe visita só de vez em quando Mesa de abas ou extensível
Mudança provável nos próximos meses Dobrável ou mesa simples que passa em qualquer porta

A tabela não é regra. Se você se encaixa em mais de uma linha, escolha pelo que você faz com mais frequência, não pelo que faz uma vez por ano.

O caminho barato e o caminho melhor

Caminho mais barato: uma mesa pequena usada, uma mesa dobrável simples ou uma bancada improvisada com um tampo apoiado em estrutura firme. Cadeiras podem vir de segunda mão e não precisam ser iguais. Casa de primeira vez costuma ter cadeiras diferentes na mesa, e ninguém repara depois de uma semana.

Caminho melhor: uma mesa fixa de boa estrutura, que você leva para as próximas casas. Pesa no orçamento, mas é um dos móveis que mais acompanham a vida. Vale a pena se você já sabe que mora ali por um bom tempo.

Quando esperar: se a casa ainda não tem sofá, cama ou geladeira, a mesa pode ficar para depois. Uma tábua apoiada em duas caixas firmes, uma banqueta e uma almofada resolvem as primeiras semanas. Para organizar a ordem das compras, veja ordem de compra: primeiro mês e depois. Se está vendo o que é essencial para cozinhar e comer, o texto sobre o mínimo de cozinha para o primeiro mês ajuda a priorizar.

Antes de fechar a compra

  • Medi o espaço total, incluindo a cadeira puxada.
  • Medi o caminho até o apartamento, como num sofá.
  • Pensei se vou trabalhar na mesa e na altura que preciso.
  • Testei a firmeza do tampo e das pernas, ou li com atenção as avaliações de quem já comprou.
  • Confirmei com o dono se posso fixar algo na parede, se esse for o caso.

Se for comprar pela internet, lembre que você tem 7 dias, contados do recebimento, para desistir, conforme o Código de Defesa do Consumidor. Abra a caixa logo e confira peças e acabamento.

Quando decidir, abra o cômodo no construtor e coloque a mesa e as cadeiras na lista da sala. Assim você vê como elas pesam no conjunto antes de pagar. Se ficou na dúvida entre dois formatos, escolha o que ocupa menos espaço: é sempre mais fácil trocar por uma mesa maior depois do que devolver espaço que a casa nunca teve.

Mais em Sala e área de serviço